07/12/2017 (DN) Cesta básica da Capital cai pelo 5º mês seguido - CDL Fortaleza

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07/12/2017 (DN) Cesta básica da Capital cai pelo 5º mês seguido

Apesar das várias reduções, custo do conjunto de produtos em Fortaleza é o mais caro do Nordeste

O conjunto dos alimentos básicos pesou menos no bolso do consumidor fortalezense em novembro ante outubro. Isso porque, segundo divulgou ontem (6) o Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese), o custo dos 12 itens que compõem a cesta básica de Fortaleza caiu 1% no período, chegando ao patamar de R$ 363,92. Apesar de vivenciar seu quinto mês seguido de queda, a cesta da Capital ainda é a mais cara do Nordeste.

A baixa decorre da redução nos preços de nove dos 12 produtos analisados pela pesquisa. Os encolhimentos mais expressivos se deram no valor da banana (-3,09%), tomate (-2,83%), feijão (-2,81%), café (-1,44%) e carne (-1,27%). Recuaram ainda o açúcar (-0,85%), óleo (-0,80%), farinha (0,63%) e o arroz (0,36%).

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A economista Elizama Paiva indica as condições climáticas como o principal responsável pela retração. "Este ano tivemos chuvas em volume suficiente para a agricultura e obtivemos uma safra com resultados positivos", explica. Em contrapartida, os únicos itens que apresentaram elevações nos preços foram o leite (0,53%), o pão (0,58%) e a manteiga (1,49%).

Ela destaca que, mesmo sendo a quinta retração consecutiva, o impacto dessas reduções no bolso do consumidor não chega a ser tão significativo. "Neste momento difícil da economia brasileira, a cesta básica de Fortaleza já caiu 7,6% este ano de 2017, mas, por conta da situação atual, não é tão perceptível", esclarece a economista.

Nos últimos seis meses, o valor do conjunto de produtos analisados reduziu 10,03%. Já nos últimos 12 meses, entre novembro de 2016 e novembro deste ano, a queda foi de 10,48%. Elizama revela, no entanto, que as reduções devem dar lugar a novos aumentos. "Neste fim de ano, os consumidores recebem o 13º salário, então eles acabam comprando mais e os preços são forçados a subir um pouco. Portanto, próximo mês já deve ser de alta nos valores", expõe a economista do Dieese.

Valor que ainda pesa

Mesmo com as baixas, o valor de uma cesta básica ainda corresponde a mais de 38% do salário mínimo vigente (R$937), o equivalente a mais de 85 horas da jornada de um trabalhador somente para pagar essa despesa. "Se considerarmos todas os direitos previstos na Constituição que devem ser garantidos com um salário mínimo, o salário mínimo do brasileiro hoje teria que ser de R$3.731,09", ressalta.

Brasil

No cenário nacional, o custo da cesta apresentou queda em 17 das 21 cidades analisadas. As retrações mais intensas foram registradas no Rio de Janeiro (-3,25%), Belém (-2,26%) e Brasília (-2,12%). Porto Alegre foi a cidade com a cesta mais cara (R$ 444,16), seguida por São Paulo (R$ 423,23) e Florianópolis (R$ 415,00). A cesta mais barata foi vista em Salvador (R$ 315,98).

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