07/12/2017 (DN) CSP projeta ampliar produção em 20% no próximo ano - CDL Fortaleza

Clipping

07/12/2017 (DN) CSP projeta ampliar produção em 20% no próximo ano

Produção de 2017 deve chegar a 2,5 milhões de toneladas de placas de aço. Meta é atingir 3 milhões no ano que vem

Com um ano e meio de operação, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) espera produzir em sua capacidade máxima durante todos os meses do ano que vem, de forma a encerrar 2018 com a fabricação de 3 milhões de toneladas de placas de aço. A expectativa representa um aumento de 20% da produção anual em relação ao ano de 2017, que deve encerrar com cerca de 2,5 milhões de toneladas produzidas.

A estimativa é do presidente da companhia, Eduardo Parente, que aponta uma melhora para o mercado internacional do setor nos próximos meses, contribuindo para alavancar os resultados da empresa. Sem abrir números de faturamento, ele comenta que os resultados dos três primeiros trimestres ficaram muito "no vermelho" e que o último trimestre de 2017 deve fechar um pouco "no azul".

"(Esperamos) que (o resultado) do ano que vem seja inteiramente azul nessa parte operacional, o que não é suficiente para ter lucro. Na primeira linha, operacional, é normal de toda empresa ter 4, 5 anos no vermelho, e esperamos que já passe a ser azul", explica o presidente. Para isso, além da melhora no mercado, a siderúrgica também busca cortar custos com processos internos de produção e com a matéria prima.

Destacando que a margem de preços do aço é muito pequena, Parente lembra que quem consegue fazer mais barato, ganha. "É fazer mais volume, ter padrão, reduzir custos. Estamos conseguindo acelerar nosso nível de produção, ao ponto em que siderúrgicas que têm 8, 9 anos não chegaram aonde a gente já conseguiu", ressalta o presidente, apontando o carvão como elemento importante de redução de custo sem piorar a qualidade do aço produzido.

Duplicação da planta

De acordo com Parente, após um ano de bons resultados, como é esperado que aconteça em 2018, o grupo poderá sentar e discutir, em 2019, a possibilidade de uma duplicação da capacidade de produção. E há potencial: ele aponta que o maior cliente atual da siderúrgica, no México, anunciou que irá expandir sua capacidade de produção em cerca de 6 milhões de toneladas. "Essas placas terão de vir de algum lugar", destaca.

Ponderando que esses planos não são para agora, ele admite, no entanto, que é mais fácil acontecer uma expansão da capacidade instalada da siderúrgica do que um investimento numa estrutura de laminação. "Duplicar a CSP é mais barato que fazer do zero de novo", explica o presidente, que destaca ainda que, na laminação, se requer muito investimento sem retorno por um longo período.

Exportação

No fim de 2017, a companhia terá atingido o volume de produção de 3 milhões de toneladas de aço desde o início das operações, em junho de 2016, embarcadas via Porto do Pecém com destino a 18 países, com uma parte também para o mercado interno. O volume superou a expectativa inicial de fechar o período de um ano e meio com o montante de 2,7 milhões de placas de aço exportadas.

A balança comercial do Ceará de janeiro a outubro mostra que as exportações atingiram US$ 1,65 bilhão, um crescimento de 69,9% em relação ao ano anterior. Apenas os produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado, categoria em que as placas de aço se encaixam, tiveram um avanço de 916,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior e cresceram 40,6% na participação do volume total exportado pelo Estado.

Mercado

Em um cenário ainda complicado para a indústria do aço, sobretudo no Brasil, os resultados positivos obtidos pela CSP se devem principalmente ao caráter exportador da produção. "Mais de 95% do que a gente faz é exportar", aponta Parente. Ainda assim, quando a siderúrgica entrou no mercado, o presidente avalia como o pior momento, dado o alto valor do carvão e baixa do preço do aço.

"Enfrentamos o mar na ressaca e nos sobressaímos porque tínhamos uma boa jangada", destaca o presidente. Agora, a expectativa é que a demanda mundial por aço encerre 2017 com um crescimento de 7% ante o ano anterior, em 2018, de mais 1,6% na demanda pela commodity, segundo dados da Associação Mundial do Aço (WSA, na sigla em inglês), incluindo China, Estados Unidos e União Europeia.

Endereço: R. Vinte e Cinco de Março, 882 - Centro, Fortaleza - CE, 60060-120 | Telefone: (85) 3464.5506