07/12/2017 (OP) Com capacidade máxima, CSP deve crescer 20% e sair do 'vermelho' - CDL Fortaleza

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07/12/2017 (OP) Com capacidade máxima, CSP deve crescer 20% e sair do 'vermelho'

Até o fim deste ano, a Companhia Siderúrgica do Pecém, inaugurada há dois anos e meio, projeta chegar à marca de 3 milhões de toneladas de placas de aço exportadas. Até novembro, o volume foi de 2,9 milhões

Um ano e meio depois do início das operações, com investimento inicial de US$ 5,4 bilhões, a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) começa a sair do vermelho. A informação é do CEO da companhia, Eduardo Parente, que projeta para 2018 crescimento em torno de 20%. Até o fim de 2017, projeta alcançar a produção e exportação de 3 milhões de toneladas de placas de aço.

“Nós tivemos números muito vermelhos nos três primeiros trimestres.

Agora, vamos ter um azulzinho no último trimestre, o que ainda não é suficiente para ter lucro. Mas a gente espera que, em 2018, nosso segundo ano de operação cheia, passe a ser azul”, afirma. Parente lembra que, em um empreendimento do porte da CSP, esse resultado só costuma chegar depois de três ou quatro anos de operação.

 

"Vamos ter um azulzinho no último trimestre. A gente espera que, em 2018, nosso segundo ano de operação cheia, passe a ser azul"

Eduardo Parente, CEO da Companhia Siderúrgica do Pecém

Enquanto mais de 78 unidades paralisaram as atividades entre os anos de 2016 e 2017 e as que estão em atividade usam apenas 63% da sua capacidade instalada por falta de clientes, a siderúrgica cearense – que tinha uma expectativa inicial de fechar o ano com 2,7 milhões de placas exportadas - atingiu a marca de 2,9 milhões em novembro. “E não foi por falta de cliente. O que a gente produz, vende”.

Dentre os fatores que contribuíram para este cenário, mesmo quando os preços da commodity alcançaram sua pior marca na história, está o fato de a siderúrgica ter como foco o mercado externo, diz Parente. Também pesaram o investimento em alta tecnologia e o aperfeiçoamento constante da operação para redução de custos.

“O desafio é esse. A partir do momento que a gente está conseguindo fazer, tendo segurança na operação, a gente foi trocando, piorando a qualidade do que a gente recebe de matéria-prima, e produzindo a placa com a mesma qualidade”, destaca o CEO.

Por conta da CSP, grandes empresas, como a Magnesita, White Martins e Fênix, se instalaram no Estado. Porém, Parente diz que ainda não foi procurado por nenhuma da área de laminação, o que significaria o sonho mais próximo da verticalização. E nem acredita que há cenário para isso, em razão do alto custo e dos riscos que o tipo de operação envolve.

“A laminação não é óbvia. Apostaria minhas fichas muito mais na expansão da CSP do que na laminação. Duplicar é mais barato que fazer a primeira vez”, diz.

Mesmo com os indicadores positivos e – de ter 500 hectares de área destinados previamente destinado para expansão –, a empresa, no entanto, não pensa nisso para agora. “É uma conversa para gente iniciar em 2019”.

Foco

Para 2018, o foco da companhia é continuar aperfeiçoando o desenvolvimento da operação, na revisão de contratos de fornecedores e na consolidação de um sistema de contratos regulares. Hoje, a produção é destinada para cerca de 30 empresas, em 19 países, mas ainda sem contratos longos. “A gente quer dar uma reduzida (de clientes). Fazer o mesmo volume, mas para menos clientes”.

Também há perspectiva de melhora dos preços no mercado do aço.

“O mercado está voltando ao normal. Não é um resultado espetacular, mas não se está mais naquela depressão louca que se estava até o meio deste ano”, considera Eduardo Parente.

 

Saiba mais

A CSP produziu 231.382 toneladas de placas de aço (94.981 placas) em novembro de 2017. Nas exportações, embarcou 230.004 toneladas de placas de aço no mês, chegando a 2.984.343 toneladas de exportadas desde o início de seu comissionamento.

 

A empresa já exporta para 18 países: Alemanha, Argentina, Áustria, Canadá, China, Coreia do Sul, EUA, Hungria, Indonésia, Itália, Marrocos, México, Reino Unido, República Tcheca, Romênia, Tailândia, Taiwan e Turquia. Também destina placas para o Brasil.

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